Coluna Silva Júnior

 

Demorou, mas a boa fase chegou no Sete

 

 

O título deste artigo é a real tradução do que se mostra em campo o Sete de Setembro. É só observar os últimos resultados: 2 x 2 com o Águia Negra no Douradão. Empate com sabor de vitória. Depois 3 x 2 contra o Comercial (Morenão) numa partida para mostrar efetivamente que os bons ventos estão soprando favoravelmente ao esquadrão comandado pelo falante Joel Costa. Em seguida, 3 x 1 no Maracaju (Estádio Loucão) e para ratificar de vez o que os adversários estão temerosos 4 x 0 no corumbaense domingo passado. A partida encheu de orgulho os torcedores no Estádio Douradão.

O Sete parecia uma avalanche para cima do Galo Pantaneiro. Os comandando do técnico Cocada cuja identidade é Luís Edmundo Lucas Correa sofreram um revés e logo nos primeiros trinta minutos a partida praticamente tinha se definido em favor dos donos da casa que encaixaram três balaços certeiros Hellivelto, Fabrício e Wagner respectivamente. A mordida foi certeira. O quarto tento do Sete saiu no segundo tempo cruzamento do Eduardo pela direita para o chute de cabeça do atacante Edmilson, o lance deixou o goleiro Manga preso na grama, estático.

É inquestionável que o resultado obtido dentro de campo é reflexo de ações em conjunto assinado por alguém e esse alguém é inegavelmente o técnico Joel Costa.

A pratica esportiva não interessa quem e como sai o gol, o importante é o resultado de vitória, se ouve falha do juiz do zagueiro ou do goleiro adversário isso pouco importa. Quando a boa fase chega o lateral alcança o fundo fecha os olhos e manda o bicudo à bola caprichosamente ou acerta o ângulo sem bater em ninguém ou trai o goleiro em lances tidos como extraordinários.

Em Dourados especialmente o torcedor é chato, mas chato boa praça ele quer é ver a alegria da maioria. Os torcedores douradenses sãos personagens amáveis como o Berlarmino, Nilson Araújo, o Zezinho, o Helinho, o delegado Telê, eu mesmo me considero um torcedor chato, o pessoal da torcida Máfia Independente, enfim gente que grita, fala mal, bate nas cadeiras, joga casca de banana, mas sem ofender a integridade física e moral das muitas famílias que estão gradativamente retornando ao Estádio.

São três os resultados de uma partida de futebol: vitória, empate ou derrota. Não tem alternativa. Particularmente acredito na força do futebol douradense. Defendo o bom espetáculo. Apesar da boa fase o Sete vai empatar e perder também disso ninguém dúvida faz parte desse cotidiano, o que não se pode admitir é equipe sem atitude em campo e dirigentes babacas, apaixonados que agem com a barriga ao invés da razão. Tem gente achando que o Sete venceu por que está jogando com times ruins. Discordo. O grupo atravessa uma ponta sem tormentas. Eles têm que saber que não podem titubear. Qualquer vacilo acenda a turbulência e o grão sai do papo do piru. Aproveitando o bom momento lembre-se de cantar o refrão: Sete de Setembro de Dourados é o orgulho do povo douradense, clube empresa nasceu grande, nasceu forte vencedor polivalente...

Vivo a realidade do futebol em Dourados há vários anos, sou simpático ao Sete de Setembro como fui do CAD, Ubiratan e o do próprio Dourados, mas como tenho raízes paraguaias sou torcedor do Operário Esporte Clube, o glorioso Tigre. No mais um grande abraço e que Deus nos abençoe hoje e sempre.

 

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