P.R.E.L.I.M.I.N.A.R
Silva Júnior
08/04/2008
Para esquecer
O primeiro fim de semana de abril foi marcado por tragédias em Dourados. No sábado, o ex-presidente da Liga Esportiva Douradense de Amadores, Leda, teve a casa invadida por dois jovens que sob ameaça de armas exigiam dinheiro e jóias. A família (dois adultos, uma adolescente e uma criança) foi rendida no banheiro da residência, na mais absurda violência que se pode mensurar. As vítimas não mereciam passar por situação vexatória como esta, pois independente do desfecho, o abalo emocional vai perdurar por tempo indeterminado na vida dessas e das pessoas que lhes são próximas. O golpe foi duro e sensibilizou o meio esportivo, via de regra, toda sociedade douradense. Ninguém deseja passar por uma situação de incapacidade como esta, tendo sua privacidade invadida pela ganância, falta de amor e respeito para com seu semelhante. À família Winter, a solidariedade dos desportistas e da sociedade em geral, extensivo aos vizinhos e a Polícia Militar, bem como aos familiares dos atores que muitas vezes são reféns de más companhias e o uso indiscriminado de bebidas e de drogas, para cometer certas atrocidades. Outro fato triste foi vivenciado no domingo no Estádio Douradão. O embate entre o 7 de Setembro e o Comercial de Campo Grande, foi outra tragédia sem precedente. Faço minha as palavras do ex-árbitro de futebol Valdivino Cruz, “esse time para ficar ruim tem que piorar muito”. Seo Valdivino é leitor assíduo da coluna há muito tempo. Aliás, sua e a revolta do pessoal era a tônica de revolta da maioria no Douradão domingo passado. Não adianta querer subestimar a inteligência das pessoas. O esporte une os cidadãos, e este elo deve ser o sentimento predominante nas gerações, ao contrário das situações grotescas desse fim de semana, abrindo o abril 2008.
Jornalista/radialista
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Campo Minado
A falta de sensatez, responsabilidade, humildade e, principalmente, respeito, tem dominado os acontecimentos esportivos em Dourados nestes últimos dias. E o que é vergonhoso: quem paga a conta e fica com a cara de bobo é o torcedor, este que não pode ser tratado com desdém sob nenhum aspecto. E a assinatura dessa balbúdia tem três letras: EGO. Em detrimento da razão que é o eixo principal em qualquer segmento racional. Erro crasso. Aliás, a expressão erro crasso designa um erro grosseiro desmedido, que é facilmente percebido. Este campo minado não pode, sob nenhuma circunstância, continuar ativado. Primeiro, porque o Clube Desportivo 7 de Setembro é maior de que qualquer postura imbecil de quem quer que seja. O projeto 7 de Setembro nasceu forte, vencedor na década de 90, conquistando títulos locais e regionais. Depois, Dourados, como segunda cidade sul-mato-grossese, com universidades e infra-estrutura de ponta, não pode viver refém de grupos megalomaníacos em nenhuma área, sobretudo no esporte, pois, o futebol é uma das maiores paixões do brasileiro. O povo não suporta este tipo de comportamento. Terceiro, cadê o planejamento a curto, médio e a longo prazo? Este quesito está realmente sendo levado a sério? No futebol como na política o que existe de gente que vive no mundo da fantasia é uma graça. Este segmento parece ser fácil domar, mas não é bem assim. Como em qualquer outra atividade, além de conhecimento mínimo na área, é essencial outro fator para sobreviver neste terreno: ESTRELA. FEELING. No Brasil, graças a Deus, vivemos o melhor sistema do mundo, que é o democrático, porém prudência, atitude responsável e vergonha na cara não estão em desuso. Longe de querer ser o paladino e o dono da verdade, mas engolir desaforos goela abaixo, nem pensar. Ah! O assento da janela é nosso.
Jornalista/radialista
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Cá teremos semana que vem
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Eleições 2008
Olá pessoal!
Tudo bem? Entramos no terceiro mês de 2008. Ano em que o povo irá às urnas em
outubro escolher novos prefeitos e vereadores nos mais de cinco mil municípios
brasileiros. E cá pra nós, tem muita gente pisando fora da faixa no quesito ética
na política. E como tem! A mídia sistematicamente divulga matérias
esclarecedoras produzidas pelos mais diferentes segmentos da sociedade no
sentido de orientar o eleitor à não ser traído por promessas como cesta básica,
dentadura, conta de luz, água, telefone, bolo e tantas “vantagens” em troca
do voto. São artigos, matérias institucionais, editoriais, tudo para inibir os
“profissionais negativos” que agem na obscuridade pensando tão somente em
benefícios próprios e dos seus. As igrejas, clubes, escolas, e afins, têm nas
mãos arma poderosa para auxiliar na caminhada da decência e do fortalecimento
da democracia. É repugnante a sociedade de bem viver o dia-a-dia enclausurada,
pela inoperância do Estado e pelo jogo de empurra dos governantes. Porém
cruzar os braços e deixar a banda passar é pior ainda. A força que cada cidadão
possui é muito maior do que as investidas nefastas e irresponsáveis dos
marqueteiros do mau, pois a conta sobra sempre para o mais fraco, aliás, com
juros, juros sobre juros e tudo o mais. O mundo vive momento de transformação.
Sem volta. Cabe fazer uma análise do momento para não cairmos nas armadilhas
dos políticos espertalhões. Mudar é preciso. Viver é preciso. Acreditar é
preciso. Construir novas alternativas torna-se necessário. Quiçá o povo possa
aprender que mais do que participar é imperioso acompanhar e cobrar. A menos
que não haja venda antecipada. Aí não tem jeito. É amargar mais quatro anos
de retrocesso, sem direito a queixas. Esportistas uní-vos. Nós somos muitos. Nós
somos fortes. Nós somos cidadãos e a união fortalece.
Jornalista/radialista
Cá taremos semana que vem
04/03/2008
Resgate
Dourados
pode se orgulhar de mais uma iniciativa que nasce forte para ser mais uma opção
educacional e racional para o trânsito: Resgate Moto Clube (RMC). Data de fundação
26 de fevereiro de 2008. O projeto tem o propósito de transformar motoqueiro em
motociclista. Esta é a vertente principal. Além de resgatar vidas perdidas na
droga, na bebida, na inconseqüência frenética que resulta em sofrimento e dor
para familiares e amigos. São incontáveis o número de pessoas sem perna, sem
braço, em cadeiras de rodas por fatos causados pela imprudência. O Resgate
Moto Clube, segundo um dos idealizadores, Carlos Vanderlei de Souza, o
“Bolacha”, personalidade destacada no motociclismo regional, tem a missão
primordial com a vida. Para alcançar este propósito ele espera contar com a
colaboração direta da juventude, sobretudo com os direitos e os deveres, o
espaço que cada um pode ocupar, para efetivamente diminuir acidentes e
incidentes no trânsito local. O presidente do RMC é o pastor da Igreja do
Evangelho Quadrangular, Rogelio Almeida Costa. A proposta foi apresentada no último
dia 24, durante Café da Manhã, na Igreja Batista Nova Jerusalém (IBNJ) na
Vila Industrial. As apresentações não serão restritas somente para o público
evangélico. Será aberta para toda sociedade e terão inicio em breve. Hoje tem
reunião na sede do RMC na Igreja Quadrangular do Jardim Itália para definir as
estratégias. Passo seguinte é formar uma Equipe Weeling “manobras
radicais”, ir para as ruas e mostrar a maneira certa em veículos sobre duas
rodas. Parafraseando o Molusco e sua trupe, nunca na história Dourados
registrou tantas vidas ceifadas, se constituindo numa das mais violentas cidades
do interior do Brasil. Este quadro tem que mudar. O rótulo que se busca com
iniciativas como está, é o de vida e vida em abundancia. Não o de seres
humanos amputados. Dá para mudar. É só querer.
Jornalista/radialista
Cá teremos semana que vem.
26/02/2008
Silva Júnior
A notícia que conforta toda humanidade é a de que o mundo é habitado em sua esmagadora maioria por pessoas de boa índole, ou seja, gente que produz excelente qualidade de vida, que cumpre com seu dever de cidadão, que pratica o bem a todo instante independente de circunstâncias e da camada social a qual pertence. No entanto, alguns cuidados são essenciais. Por exemplo, aguçar o entendimento para não cair nas armadilhas do percurso. Ter percepção e não acreditar de pronto em tudo que ver, nem em tudo que ouvir. Há um versículo na Bíblia em Salmos 126:3 que diz Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres. Sim é verdade. Em Dourados, como em qualquer outro município, pode fazer uma pesquisa entre os moradores e rapidamente os destaques surgem naturalmente. São muitas as personalidades queridas, autênticas de espíritos vencedores.
Deste grupo faz parte certamente o Geraldo da Silva Souza, o Geraldinho. Sua trajetória no Grêmio 28 de Outubro (Funasa) onde é funcionário há vários anos, nas equipes Comercial Mariano e Comercial Oshiro e atualmente na Fest Frio/Pão Francês, venceu o 28º Torneio da Picadinha, atesta sua performance de vencedor na área esportiva. Este torcedor do Santos de Vila Belmiro vive há três décadas em Dourados. Cidade que adotou para viver e onde tem semeado bons frutos, seja pela força de vontade e pela capacidade do seu trabalho ou pelos bons exemplos que ele tem dado nas praças esportivas.
Assim deve ser o ser-humano. Se você não pode fazer tudo para todos, que faça um pouco para poucos e, mesmo assim, estará cumprindo sua missão neste mundo.
O Geraldinho
é abençoado porque sabe que muito mais importante que vencer é competir com
honra, com humildade, com verdade e com fé em dias melhores. O mundo seria
melhor se metade dos seus habitantes fossem como o nosso Geraldinho. Seria muito
melhor!
Jornalista/Radialista
Ca teremos semana que vem
Silva Júnior
Tem Jeito II
No dia 9 de setembro passado ocupei este espaço para pensar num assunto que considero dos mais importantes na formação das futuras gerações: criação de uma Comissão Municipal de Esportes e Cultura. Dourados é uma cidade com infra-estrutura extraordinária e em condições de abrigar grandes espetáculos esportivos e culturais. Com ótima rede hoteleira, povo hospitaleiro e qualificado e um dos melhores estádios de futebol, praça esportiva que não deixa nada a desejar para os grandes centros, aeroporto razoável, torcedores fanáticos e participativos. Vamos nos unir em torno do mesmo ideal, ou seja, Dourados. Dourados não. Grande Dourados. A sociedade penhorada agradece pelo surgimento de uma Lei, que possa auxiliar na profissionalização dos tópicos citados acima, ou seja, esporte e cultura. Como sugestão, depois de formada a comissão com presidente, secretário e tesoureiro, fosse criado um fundo específico exclusivo para fomentar o esporte amador, profissionais e projetos culturais. Que o município repassasse para este fundo 0,15% da arrecadação/mensal, que daria receita entre R$ 20 a R$ 30 mil; perspectiva de arrecadar entre R$ 240 a R$ 300 mil/ano. Detalhe: no mínimo 10 (dez) anos de vigência. Não teria como Dourados não oferecer opções de esportes nos meios e nos fins de semanas. O fundo seria gerenciado pelo Conselho Municipal, escolhido pela sociedade. Do montante recolhido, metade será para fomento no amador em competições municipais nas categorias de base: mamadeira, pré-mirim, mirim, infantil e juvenil, a outra na área profissional. Seria um lance de ponta. Um golaço. Na gaveta. Esportistas, artistas, estudantes, políticos, religiosos, fazendeiros, donas de casas, todos devem se mobilizar na defesa desta proposta. Tem ou ou não tem jeito?
Jornalista/radialista
E-mail:
silvajunor1@ibest.com.br
P.R.E.L.I.M.I.N.A.R
Silva Júnior
Fenomenal
A união dos desportistas é fato marcante na história de qualquer país. No Brasil, não é diferente. Qualquer pisada na bola, pronto, já serve para a revolta e até desabafo. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passou pela experiência no Maracanã, Rio de Janeiro, durante a solenidade de abertura dos Jogos Pan Americanos. Em Dourados, no Estádio Fredis Saldivar, o Douradão, o prefeito Laerte Tetila, não escapou dos “apupos” dos torcedores ao discursar, ou pelo menos tentar, durante uma partida do Campeonato Estadual. Aliás, no Douradão, o episódio se repetiu domingo passado, desta vez envolvendo o deputado estadual Ari Artuzi. No gramado estavam 7 de Setembro e Águia Negra. A partida no intervalo do primeiro para o segundo tempo e apresentava dois a zero para os rio-brilhantenses. O torcedor, de Dourados, revoltado com o placar adverso. A farra nas arquibancadas corria solta com tapinhas, beijos, aberto de mão, tchauzinho e tudo mais entre o citado e mais uma carroça de pretenso pré-candidatos.
Porém, o
moço campeão de votos nas eleições passadas se sentiu no direito de adentrar
ao gramado a chamar a atenção dos torcedores com o famoso e manjado aceno de mãos.
Pronto. Preciso descrever o que aconteceu? Ganha uma casa (pro cachorrinho) quem
adivinhar! Sem alternativa, o parlamentar sumiu de fininho errando até o túnel
de saída, depois de ouvir muitos “elogios” vindos de grupos que formavam em
volta do fosso que separa às arquibancadas dos bancos de reservas, árbitros,
imprensa e do campo de jogo. Bem feito. Sujeito estava no lugar errado na hora
imprópria. Que as lições também sirvam principalmente para àqueles que tem
o mau costume de atropelar o processo independente de circunstâncias. Na área
esportiva, nem pensar! Os cabeças de rolinhas são pegos no contra-pé e acabam
marcando gol contra ao penetrar em área alheia. Que estes chegas pra lá
fenomenais sirvam de exemplos também para quem pisar fora da faixa, em termos
de postura, nos ginásios de esportes entre pessoas públicas e principalmente
os apressadinhos de plantão.
Jornalista/radialista
E-mail: silvajunior1@ibest.com.br
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Futebol
Dourados revela craques naturalmente
Os irmãos
André e Adriano Alves dos Santos e o atacante Keirrison são destaques
de perseverança no Brasil e na Europa
A maioria
dos atletas começou
no clube
desportivo 7 de
setembro
Silva Júnior
DOURADOS - Não é novidade para ninguém que a força do talento futebolístico douradense é comprovado e respeitado mundialmente. As provas são muitas. Os recentes são os irmãos André e Adriano Alves do Santos e o atacante Keirrison. São craques nascidos em Dourados na década de 80. Os três primeiros no futebol e o mago do futsal Alex (Babalu), na Itália. Eles seguem caminhos trilhados pelos conceituados Euller, Deco, Júnior, Tomazzetto e tantos outros, como Antônio Carlos, Lucas, Parafuso (Dourado), Heraldo, Carlos Silva, Thiago Matos.
O centroavante André, de 24, é conhecido na equipe Rákóczi da cidade húngara Kaposvar como Alves, vive fazendo o que mais sabe, gols. A rede balança de todo jeito: cabeça, de pé esquerdo ou direito, de dentro ou de fora da área. O momento do avante é positivo, nos três anos em que vive com a esposa Melanie e a filha Ingrid na Hungria. Sua performance desperta interesse de outros times, principalmente europeus. Como o irmão Adriano (Tuta), 22, campeão brasileiro pelo Coritiba, Série B, e que este ano assina com uma equipe paulista de Campinas, André deu os primeiros chutes na escolinha do Clube Desportivo 7 de Setembro. Eles são o orgulho dos pais Elizeu e Edileuza e das irmãs Adriane, Andréia, Adriana, dos familiares e dos amigos e admiradores como o avó paterno pastor Nelson (Igreja Batista) nome bastante respeitado no meio evangélico regional e nacional.
André, com
15 anos, foi para o Vila Nova de Minas Gerais; com a mesma idade, o
zagueiro/volante Adriano aportou no Amparo de São Paulo, equipe do ex-zagueiro
Oscar, que aliás, tem projeto de iniciar atividades em Dourados, numa parceria
com o Reinaldo Alexandre (Marajá), os entendimentos neste sentido estão
adiantados. O que também é o sonho de consumo do ex-atacante Adir. Assim
Dourados passaria a contar com várias opções, além do 7 de Setembro, Clube
Indaiá, Estrela do Sul, Apaefes, São Lourenço, etc.
Saudade
Atualmente
os dois filhos do Elizeu, André e Adriano, parece até dupla sertaneja,
estão se firmando cada fez mais no futebol, mas o início foi "terrível",
resume ao lado da esposa Edileuza. "Passamos muitas noites em claro, tanto
o André quanto o Adriano, as barreiras no futebol não são fáceis, há muitas
dificuldades", comenta. "Hoje, graças a Deus, as coisas estão
encaminhando".
Foto: Silva
Júnior

André com a filha Ingrid e o irmão Adriano que deve assinar contrato com a Macaca de Campinas
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Entrevista Keirrison
28/12/2007
Keirrison Souza Carneiro, o homem de bem com as redes. Craque com fome de gol. Matador imperdoável, dentro da área é direto, incisivo, sem rodeios, vai direto ao assunto, atropela o que vem pela frente.
A performance do atacante ganhou notoriedade internacional ao participar da campanha do Coritiba na conquista do Campeonato Brasileiro da Série B/2007.
O título garante o retorno do Coxa que detém um título nacional na década de 80, na divisão de elite do futebol nacional em 2008. Saiu da base do Cene há dois anos. Brilhou na Copa São Paulo Juniores em 2006, sendo o artilheiro com sete gols. Passou por dificuldades após sofrer uma fratura durante o Campeonato Paranaense, mas sua gana por gol, aliada à perseverança e dedicação lhe auxiliou na recuperação.
Os obstáculos foram vencidos e o seu espaço conquistado, tanto que recebeu a primeira convocação para a Seleção Brasileira Olímpica Sub-20.
Herdeiro
O adágio
popular, filho de peixe peixinho é, encaixa perfeitamente na trajetória da família
Souza Carneiro. Keirrison é filho do ex-atacante do Clube Atlético Douradense
e Operário, Adir, que teve atuação destacada no futebol douradense e
sul-mato-grossense na década de 80.
Silva Júnior –
Keirrison, como está sendo para você este reconhecimento pelo seu futebol?
Keirrison –
Estou contente. É resultado do trabalho sério que desenvolvo. Sei que avancei
no futebol, mas faltam muitos objetivos para alcançar.
Silva Júnior –
Parte da imprensa inclusive chegou a comparar seu futebol com o Kaká do Milan?
Keirrison –
Exagero. Não tem nada a ver. Admiro o Kaká, que é um atleta exemplar tanto
dentro quanto fora dos gramados. Cada um tem seu estilo de jogo, mas procura
chegar ao topo como ele que vive o apogeu.
Silva Júnior –
E sua situação para 2008 está definida? Você fica mesmo no Coritiba que te
projetou para o futebol ou estuda propostas que são muitas São Paulo,
Palmeiras e clubes de outros continentes?
Keirrison –
Estou aguardando definição. No momento minha cabeça está centrada na
temporada 2008. Independente do que acontecer estou preparado tanto psicológica
quanto fisicamente. Assuntos relacionados com acertos são tratados por meus
empresários, claro que a última palavra é minha, porém confio na equipe que
me assessora. Trabalhamos em harmonia.
Silva Júnior –
Como você analisa o futebol sul-mato-grossense?
Keirrison – Com
tristeza. Aqui não existe profissionalismo. Os cartolas não estão preocupados
com planejamento, com a formação de atletas (cidadãos). Falta visão
futurista. É uma pena. Gosto do meu Estado, minha cidade (Dourados), onde vive
minha família e onde tudo começou, espero outra realidade na área esportiva.
Futebol é minha vida, agradeço a Deus por minha família (pais e dois irmãos),
demais familiares e amigos que torcem por mim, o caminho é longo, mas as
barreiras existem para serem transpostas.
Silva Junior
– O que ocorreu com o zagueiro Adriano (Tuta) também douradense por não ter
a mesma performance no Coritiba como no Ituano?
Keirrison – O Adriano é ótimo jogador, bom amigo, talvez ele não se firmou no time titular por opção do treinador, mas ele entrou em várias partidas e mostrou competência. Ele tem boa cabeça e torço para tudo der certo na sua trajetória. O Adriano merece.
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Futebol
Douradense é o novo xodó do Brasil
Talento
do atacante Keirrison é reconhecido mundialmente; seu futebol é disputado por
clubes paulistas, europeus, turcos, asiáticos e de todo o continente
Keirrison
está sendo disputado
por clubes
Brasileiros
e mundiais
Silva Júnior
DOURADOS - O novo xodó do futebol brasileiro tem nome e sobrenome: Keirrison de Souza Carneiro, 19. É douradense da gema e sua personalidade tanto dentro, quanto e, principalmente, fora de campo, impressiona. O craque tem fome de gol. Matador imperdoável, dentro da área, ele é direto, incisivo, sem rodeios, vai direto ao assunto e está sempre de bem com as redes. Passando férias em Dourados, sua terra natal, a performance do atacante ganhou notoriedade internacional ao participar da campanha do Coritiba na conquista do Campeonato Brasileiro da Série B/2007.O título garante o retorno do Coxa Branca da Capital Paranaense, que detém um título nacional na década de 80, na divisão de elite do futebol nacional em 2008. Saiu da base do Cene há dois anos. Brilhou na Copa São Paulo Juniores em 2006, sendo o artilheiro com sete gols. Passou por dificuldades após sofrer uma fratura durante o Campeonato Paranaense, mas sua gana por gol, aliada a perseverança e dedicação lhe auxiliaram na recuperação. Os obstáculos foram vencidos e o seu espaço conquistado, tanto que recebeu a primeira convocação para a Seleção Brasileira Olímpica Sub-20. Apesar do pouco tempo no cenário esportivo nacional, Keirrison aponta o amadorismo apresentado pela maioria dos dirigentes do futebol brasileiro com empecilho para o surgimento de novas revelações. "Tem muita gente enganando nesta área, é necessário centrar objetivos e buscar metas, os perigos existem e infelizmente tem que ter boa cabeça para não cair nas armadilhas", fala em tom de desabafo. "Hoje o cartola quer ganhar um montão (dinheiro), sem mesmo saber se o garoto está em condições de encarar as dificuldades imposta pelo futebol", aponta. De uma coisa o avante não abre mão: do apoio da família.
Herdeiro
O adágio
popular, filho de peixe peixinho é, encaixa perfeitamente na trajetória da família
Souza Carneiro. Keirrison, é filho do ex-atacante do Clube Atlético Douradense
e Operário, Adir, que teve atuação destacada no futebol douradense e
sul-mato-grossense na década de 80. "Futebol é minha vida, agradeço a
Deus por minha família (pais e dois irmãos), demais familiares e amigos que
torcem por mim, o caminho é longo, mas as barreiras existem para serem
transpostas", conclui.
Keirrison atravessa momento especial e é um dos principais destaques do futebol brasileiro
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Todas as coisas me são
lícitas...
...Para aqueles que não
sabem, acredito que são poucos, o dicionário preconiza os significados das
palavras Esporte: prática metódica dos exercícios físicos;
Esportista: que cultiva o esporte ou dedica às coisas relativa ao esporte,
por exemplo, atleta; Desporte ou Desporto: no meu entendimento o mais
importante, tem como significado recreio, diversão, etc.
Lamentavelmente, atropelos ocorrem seguidamente em campos e quadras e em várias
situações por desconhecimento, falta de espírito esportivo, companheirismo
para com os seus e para com os próximos, equilíbrio e respeito. A grande
maioria dos dirigentes, técnicos, atletas saem de casa com a consciência
concebida não em disputar com lealdade um lance, mas sim centrado em arrebentar
o adversário. Dezembro chegou. Momento é de reflexão, analisar o transcurso
de 2007, ter humildade em reconhecer os erros e receber 2008 decidido em repetir
e melhorar os acertos, esquecer e não reeditar fatos enfadonhos e
vergonhosos do passado. Que a prática esportiva converge para fortalecer a
amizade entre homens, mulheres e principalmente as crianças que não podem ser
reféns da estupidez e da falta de postura decente dos adultos. Que haja
ousadia, disputas e mais disputas e vença tão somente a melhor preparação técnica,
física, psicológica, fisiológica enfim aquele que se dispõem a fazer algo
mais para não jogar nas costas de outrem sua irresponsabilidade. “Todas as
coisas (me) são lícitas, mas nem todas as coisas (me) convêm; todas as coisas
(me) são lícitas, mas nem todas as coisas edificam”, (I Corintios 10,
23). É imperioso entender que toda regra tem exceção e nem todos que perdem são
derrotados assim como nem sempre os primeiros lugares são os vencedores. Para
entender o jogo é importante conhecer o potencial do seu grupo e aí sim, de
forma inteligente, buscar auxilio para minar o poderio adversário, mas sem
rusgas, sem rancor. Praticar o desporto é o meio mais sensato e saudável na
formação do homem. Que os títulos em 2008 venham com planejamento, organização,
respeito, humildade e que todos digam, amem!
Jornalista/radialista
e-mail: silvajunior1@ibest.com.br
Hora da pausa. Cá taramos em fevereiro/2008.
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Dr. Ayrthon...
...Esporte e
educação! Eis uma combinação positiva na formação sócio-cultural de gerações.
Em Dourados, este binômio deu certo graças ao arrojo e pertinácia de um
flamenguista ilustre que assina Ayrthon Barbosa Ferreira. Sujeito falante nos
altos dos seus 87 anos, este rio-brilhantense vive em Dourados desde 1953.
Casado com a mineira de Itajubá/MG, Maria José, desde 1960, o casal tem três
filhos (Trajano Roberto, Eneida e Evelyn) e seis netos. A história esportiva
local se confunde com a presença deste advogado que foi Promotor de Justiça no
governo de Fernando Correia da Costa e colaborador na criação do Colégio
Osvaldo Cruz, junto com o professor José Pereira Lins e do curso técnico em
contabilidade “Santos Dumont”, responsável pela formação de inúmeros
profissionais na área contábil. Foi vereador pela UDN na administração
Vivaldi de Oliveira; professor de história, geografia, português, filosofia e
do científico no Colégio Osvaldo Cruz, além de ciência no Imaculada da
Conceição (Irmãs); assessor jurídico com os prefeitos José Elias Moreira e
Luiz Antônio Álvares Gonçalves; a esposa Maria José lecionou inglês no
Imaculada e no Osvaldo Cruz. Sua trajetória no esporte também é marcada por
fatos notórios como a fundação do Liga Esportiva Douradense de Amadores
(Leda) de equipes como o Cruzeiro e o Veteranos, além de inúmeros artigos
escritos e publicados em O Progresso por 39 anos com títulos “Uma
Pedrinha na Chuteira” usando pseudônimo Dr. Petiscão; “Tiro de
Escanteio” e “Tiro Livre”, Tiririca; “Bola na Gaveta”, Cri-Cri;
“Policarpo Quaresma”, Amadeu Leite Furtado. O Cruzeiro contou com
figuras ilustres em seu elenco como Londres Machado (deputado estadual); Eduardo
Machado Rocha (juiz); Pedro Tintureiro; Alquinda Rocha; saudoso Perro Pato, Dr.
George Takimoto, dentre outros. Esteve na linha de frente das ações sociais
como os asilos dos velhos, creche André Luiz e no Lar Santa Rita de Cássia. Faço
minha as sábias palavras do filósofo e político romano Cícero que escreveu há
mais de dois mil anos: "Desconhecer a história é permanecer criança
para sempre".
Jornalista/radialista
e-mail: silvajunior1@ibest.com.br
Cá taremos semana que vem
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Tem jeito...
...No imperativo, e a quem interessar possa. Tendo por base Dourados, uma cidade que oferece infra-estrutura extraordinária para abrigar grandes espetáculos esportivos, com ótima rede hoteleira, povo hospitaleiro, um dos melhores estádio do mundo, centro esportivo que não deixa nada a desejar para os grandes centros, aeroporto aceitável e o mais importante: gente que gosta, ou seja, torcedores fanáticos e participativos. Nessa linha de raciocínio, sugiro aos detentores do poder, que se unam em torno de um ideal chamado Dourados. Dourados não. Grande Dourados. Que se crie uma lei, só uma que seja, para auxiliar na profissionalização das modalidades esportivas. Nada impossível. Basta a criação de um fundo esportivo, destinado exclusivamente para uso do esporte amador e profissional. Exemplo: que repasse para este fundo 0,15% da arrecadação mensal de Dourados, o que daria uma receita entre R$ 20 a R$ 30 mil/mês; R$ 240 ou R$ 360 mil/ano, com no mínimo dez anos de vigência. Não teria como a cidade ficar sem opções nos fins e meios de semanas. O fundo seria gerenciado por um Conselho Municipal a ser escolhido pelos próprios esportistas. Do montante recolhido, metade seria para fomento do amador em competições municipais nas categorias mamadeira, pré-mirim, mirim, infantil e juvenil, a outra para o profissional, no caso o 7 de Setembro. Suponhamos que o fundo recebesse R$ 20 mil/mês. O amador teria R$ 120 mil/ano e o profissional R$ 120 mil/ano. Seria a redenção do esporte local, e Dourados iria justificar seu peso na área esportiva e o porquê da existência do Estádio Douradão, por exemplo. Para gerenciar o Conselho, a cidade conta com gente gabaritada e competente, da melhor classe, capaz de gerir os recursos e com retorno certo. Tem ou não tem jeito? Um gesto grandioso como este, as futuras gerações penhoradamente iriam agradecer.
Quem esteve no Okinawa, Aroeira ou na Leda anteontem sabe mensurar a importância deste segmento no fortalecimento sócio-esportivo-cultural do ser humano.
Jornalista/radialista
e-mail:
Cá teremos semana que vem.
Quero aplaudir...
...Três "elegidos" de três importantes regiões de Mato Grosso do Sul. Aliás, investir em esporte traz dividendos político? A resposta é...Sim, em número, gênero e grau. Com a seguinte ressalva, além de investir tem que participar. Os prefeitos dos simpáticos municípios sul-mato-grossenses, Rio Brilhante, Ivinhema e Naviraí merecem aplausos por suas performances no futebol em 2007. Estas cidades foram impactadas não só pelas posições ascendentes, mas sobretudo pela participação maciça das famílias nos estádios Ninho da Águia, Saraivão e Virotão. O esforço das comunidades foi coroado de êxito com os trunfos obtidos tanto dentro quanto fora dos gramados, pois o espaço alcançado através do futebol foi tamanho que serviu para enterrar a desconfiança que pairava no torcedor e abre novas perspectivas para 2008. Cada caso é um caso. Esta é a consciência que cada diretor tem que ter para não ser traído e entrar no oba oba e defender a obrigação de repetir a mesma ou melhor campanha que as atuais nas próximas temporadas. O momento exige cautela. Estudo minucioso e planejamento com os pés no chão, ser austero e não autoritário, sob pena de naufragar e ser reprovado, até porque todos sabem que para sobreviver nesta modalidade a mágica é vencer, vencer, vencer e vencer. Mas o que nos chamou a atenção na bonita trajetória do Águia Negra de Rio Brilhante, campeão da Série A, do Naviraí, que venceu a Série B e do Ivinhema, vice campeão da Série B, foi o espírito participativo dos prefeitos Donato Lopes/Tânia Mara; Renato Câmara/Vando Correa e Zelmo de Brida/Ronaldo Botelho. O resultado pode ser medido com índices altíssimos de aprovação dessa nova safra de homens públicos. Isto mostra que quando se trabalha com a massa, a massa reconhece. Eles sabem que o investimento não é baixo, porém o custo benefício é o que interessa quando satisfaz a maioria. Os prefeitos Renato, Donato e Zelmo, o primeiro e o último, novatos na política, estão e merecem o pódio com o veterano Donato por atender o reclame do povão.
*Jornalista
Silva Jr
Cá taremos semana que vem.