Coluna do Silva Júnior

 

           Baianinho, Keirrison, Buguinho e Ivinhema e Flamengo

     

           

Quero compartilhar com os diletos e especiais leitores, quatro assuntos que me prenderam a atenção nesses últimos dias. Primeiro, a excelente campanha do Itaporã no Campeonato Estadual de Futebol, Série A de MS. O time da cidade Pedra Bonita vive momento positivo, levando seus torcedores ao delírio, por meio de lances espetaculares proporcionados pela equipe sensação. O Itaporã é treinado pelo competente Luiz Carlos, Baianinho, ex-atacante do Operário de Campo Grande e do Corinthians Paulista. A rapaziada anda de mãos dadas com a boa fase, graças à união do grupo e do projeto desenvolvido pelo velho baiano, profissional até pouco tempo preterido e olhado com reservas, principalmente por equipes da Capital. O treinador é de caráter respeitado no convívio sócio-esportivo-cultural. Mesmo vencendo as séries C e B no ano passado, alguns poucos cabeças de rolinhas torcedores, ainda bem, lhe criticaram por colocar seu filho Rafael Bahia no grupo de jogadores. Oras, o moço tem qualidade. É uma das revelações do futebol sul-mato-grossenses e hoje de firma como um dos principais destaques da equipe. Conhecia o Baianinho através das piabas sofridas pelo Ubiratan quando se confrontava com o Operário e a piola comia solta, independente se o duelo fosse no Morenão em Campo Grande ou no Estádio da Leda. O sujeito é diferente. Sério, compenetrado, sisudo, reservado, amigo, paizão, sistemático, e gente boa pra mais de metro. Parabéns Baiano, que crava seu nome na historia esportiva na Grande Dourados.

O segundo tópico desse artigo revela uma curiosidade a respeito do atacante Buguinho. Esse menino é uma pessoa especial. Sabe como ninguém fazer gol, julgo como um dos mais atrevidos e ousados atacantes do Estado. O Buguinho merece mais uma oportunidade no futebol douradense, pois todos o conhecem e sabem das suas falhas, e quem não tem falhas nesse universo que atire a primeira pedra. Preterido por estas bandas, o treinador do Misto, Amarildo, o convocou para Três Lagoas. Em duas oportunidades marcou um gol na estréia e sofreu pênalti domingo passado, na vitória sobre o Coxim no Estádio Madrugadão. Particularmente gosto de ver esse atleta em atividade. Torço pelo seu crescimento, sucesso e que conquiste vitórias em sua trajetória. De baixa estatura, o homenzinho se transforma em campo diante dos gigantes zagueiros adversários. Lépido, com jogadas rápidas, o que deixa qualquer defesa atônita. Paciência é palavra de ordem na vida desse cidadão. O atacante é bom de bola, enche o sapiquá dos outros, sabe concluir como poucos. É chato como qualquer cidadão, mas um chato boa praça, malandro agulha, sujeito de grupo, de persistência e talentoso na arte de fazer gols. Deus abençoe a presença do atacante na terra de Simone Tebet e dos akiras. Dourados é solo fértil no quesito descobrir bons talentos na área esportiva, continue assim. Amem!

O terceiro eixo dessa narrativa retrata o desempenho assombroso pelo qual passa o atacante Keirrison no Palmeiras, via de regras, no futebol nacional e internacional. O moço realmente nasceu de bem com as redes. Para quem ainda carrega alguma dúvida, é só observar sua carreira desde 2006, quando aos dezesseis anos de idade despontava como uma das maiores promessas desse esporte, cujo topo reina Pelé, depois Zico, Romário, Ronaldo, Maradona, Kaká e outros. Esse douradense com apenas vinte anos de idade, entra na maturidade pela porta da frente e o seu faro de gol continua soberano, muito longe de ser ameaçado, apesar das feras que naturalmente surgem nessa modalidade. Mais do que atleta profissional, esse menino mostra equilíbrio de quem realmente sabe pisar em terreno seguro. A maioria dos douradenses e os sul-mato-grossenses estão orgulhosos e acompanham com expectativa cada lance, cada movimento, cada evolução de seu filho ilustre. Ganha todos, principalmente, o futebol arte que andava meio capenga.

Por falar em espetáculo, ivinhemenses e flamenguistas pisam a mato grosso (grama) do Estádio Morenão, nesta quarta-feira à noite, em suas estréias pela Copa do Brasil versão dois mil e nove. Será o choque entre dois jovens treinadores e ex-atletas profissionais. Um, o Cuca cravou seu nome na história futebolística brasileira devido a sua passagem vitoriosa por grandes clubes como Grêmio, Santos, Flamengo e outros. Já o  Douglas Ricardo, do Ivinhema, atuou pelo Botafogo de Ribeirão Preto, São Paulo e uma contusão séria no joelho o impediu de seguir sua caminhada como jogador, porque sua permanência nos gramados continua. Aliás, com trinta e seis anos de idade o treinador ivinhemense venceu o último estadual e se projeta como uma das grandes promessas no futebol sul-mato-grossense. Tomara que os comandados do Douglas possam encarar o Mengo de frente e quiçá obter resultado de vitória o que não seria um fato não extraordinário principalmente pela instabilidade vivia pela urubuzada. Aliás, o Cuca sem estrela se mostra competente. Compete, compete, compete... 

 

Para refletir: Viva cada momento com qualidade, pois o espetáculo da vida não pode parar.

 

Abraço e que Deus seja o centro das nossas atenções.  E-mails: silvajunior@ibest.com.br ou jonas.silva1965@bol.com.br