Derby

Ubiratan e Operário estão de volta e prometem as mesmas emoções de décadas passadas

 

 

Os clássicos históricos entre Ubiratan e Operário estão de volta e o esporte douradense agradece. O Leão e o Tigre reaparecem no cenário esportivo de Mato Grosso do Sul depois de alguns anos de paralisação. Estas equipes tradicionais, com novas diretorias, prometem conquistar vitórias e proporcionar alegrias aos seus torcedores. De início os times estão inscritos no campeonato promovido pela Liga Esportiva Douradense de Amadores (Leda), mas o projeto de ambos é ir caminhado passo a passo até retornar seus lugares na divisão principal do Estado. No momento o entusiasmo toma conta dos dirigentes, jogadores e torcedores. “Vivemos momento de expectativas, estamos caminhado com os pés no chão, temos todas as condições de retomar nossa posição que é de respeito no cenário esportivo de MS”, disse Giovane Marques, presidente do Operário. Esse também é a linha de raciocínio do vice-presidente Sebastião Wilson. Eles projetam um Operário forte e atuante. Já o presidente do Ubiratan, Joaquim Soares, fechou parceria com o empresário Luiz Akira Oshiro (Comercial Oshiro) com pensamento centrado na tradição do clube para buscar novos desafios. As duas equipes estão com suas categorias de base em plena atividade. O Leão na Avenida Marcelino Pires, em frente ao Posto Gaúcho, e o Tigre no Ceper da Rodoviária (Arnulpho Fioravante).

 

História

A realidade do momento quer resgatar os derbys do passado principalmente nas décadas de 50/60. Para o ex-atleta Norton Saldivar, Operário e Ubiratan eram sinônimo de espetáculo, “a cidade parava e o Estádio da Leda recebia uma multidão toda vez que havia o confronto”. Norton lembra que o Operário venceu os títulos de 1955, 1957, 1968, 1969 e 1970. Em 1969 a final foi contra o Ubiratan e o Operário fez um a zero gol de Aurélio numa decisão espetacular.

 Para o ex-atleta, o campeão de 1963, 2 x 1 no Estrela do Sul, gols Ramão Bombadilha e Palomita (Tigre) e Aniz Faker (Leão) foi um grupo inesquecível e tinha Getúlio, Nilson Torraca, Tertuliano, Norton e Fredis Saldivar, Palomita, Bombadilha, Genis, Aurélio, Táifa e Bucha. Pilo era o único atleta no banco de reserva. O time do Operário foi fundado em 1953 na Avenida Marcelino Pires num prédio em frente da Farmácia Popular na área central da cidade. A primeira diretoria era composta por Sebastião Lopes (irmão do Palomita), Azziz Rasslan e Izat Bussuan.

A década de 50 além de Operário e Ubiratan uma outra agremiação foi fundada em Dourados, aliás, no mesmo ano do Operário 1953 era o Cruzeiro do Dr. Ayrton Ferreira Barbosa que atuou até 1966. A equipe contava com Londres Machado no gol, Pedro Lopes, Armando Perrupato, Salvino, Branco e Dr. Ayrton, Orlando, Adão, Alquinda, Bacana, Lourenço e Chique Chique. Já o grupo do Operário de 1953 alinhava Pastor, Aguilheira, Pedro Lopes, Estevão, Froilan, Ricaldi, Fredis Saldivar, Roberto, Marciano, Aquino, Sebastião Lopes e João Benites.

 

Silva Júnior